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Pra que servem as emoções?

Atualizado: 7 de Out de 2018


Sábado a tarde, frio e preguiçoso. Eu estava sem ideias sobre o que escrever aqui no blog e então decidi aproveitar o clima e tomar uma aconchegante xícara de café. Entre os carros passando na rua e os estridentes latidos dos cachorros escuto uma senhora aos berros com uma criança. -Não! - Nãoooo! - Nãoooooooo! - Eu não vou falar de novo! E a criança sai então aos prantos, chutando as pedras pelo caminho, expressando assim uma possível raiva e também deixando claro o seu medo diante da explícita ameaça de levar uns bofetões. Ora, ele obedeceu.



Num primeiro instante senti um estranho saudosismo e me recordei das situações parecidas que passei na minha infância e que talvez você tenha passado também. Em seguida tive uma certa empatia pelo menino, afinal brincar na rua é algo muito divertido. No entanto, não posso deixar de compreender o direito da senhora de querer proteger aquela criança de um eventual acidente, considerando os fatores de riscos que envolvem deixar uma criança brincar na rua.

E foi a partir desta observação que eu optei em conversar com vocês sobre as emoções e suas funções e considerando a complexidade desse assunto, apresento a série: Pra que servem as emoções?

Pra que servem as emoções?


Para iniciar nossa aventura pelo mundo das emoções, é importante entender em primeira instância a razão delas existirem. Sim, existe uma razão pela qual você sente raiva daquele colega de trabalho que insiste em pegar no seu pé ou porque você sente raiva quando o seu filho diz que vai chegar às 22h e só aparece às 2h da manhã. E caso você seja o filho que disse que ia chegar às 22h e sente um frio na barriga intenso ao entrar em casa às 2h da manhã, entenda que há uma explicação para isso também!


Há inúmeras teorias e discussões a respeito das emoções e hoje podemos dizer que existe um certo consenso sobre a definição delas. Os estudos apontam que as emoções fazem parte de um sistema de processamento de informação dos organismos e tiveram origem na história evolutiva das espécies, trazendo vantagens de sobrevivência. Esse sistema, chamado de sistema límbico, engloba estruturas cerebrais envolvidas com os nossos instintos, com as emoções e com a memória e através de uma estrutura chamada hipotálamo esse sistema também é responsável pela manutenção da homeostase do organismo, ou seja, sua resiliência.

Isso significa que as emoções nos acompanham desde os primórdios da espécie, desenvolvendo um papel crucial para a solução rápida de problemas, para a comunicação interpessoal e para a sobrevivência como um todo. Segundo Leahy (adaptado de Linehan, 1993) as funções das emoções envolvem:


  • COMUNICAR/INFLUENCIAR OS OUTROS: A expressão da emoção influencia os outros, queiramos ou não. A expressão de medo pode comunicar aos outros a presença de perigo. A expressão de tristeza pode evocar preocupação e empatia e influenciar os outros a serem afetuosos. A expressão de amor pode fazer as pessoas se aproximarem de nós. A expressão de raiva ou desaprovação pode fazer os outros mudarem o comportamento.


  • MOTIVAR/PREPARAR-NOS PARA AGIR: As emoções podem nos motivar e nos preparar para a ação. O medo intenso pode nos motivar a fugir do perigo ou estudar para um exame próximo, e o amor, a aproximar-nos dos outros. As emoções nos ajudam a tomar decisões, mantendo-nos informados.


  • COMUNICAR-SE COM O EU/AUTOVALIDAR-SE: As emoções podem oferecer informações valiosas sobre as situações e sobre as pessoas. Por exemplo, o medo pode indicar que a situação é perigosa; a desconfiança pode indicar que uma pessoa é traiçoeira. Apesar das emoções fornecerem informações valiosas, não devem ser tratadas como fatos. As emoções podem se autovalidar: sentimos raiva porque temos uma razão para isso, ou sentimos tristeza porque algo que nos era valioso foi perdido.


E ai, agora que você entendeu um pouquinho sobre as emoções o que acha de tentar observa-las durante as próximas semanas? Acompanhe o blog, em breve vamos discutir mais sobre esse tema!





Referências


GREENBERG, L. S. (2002). Emotion-focused therapy: Coaching clients to work through their feelings. Washington: American Psychological Association.


MENDES, M. A. Terapia focada nas emoções e processos de mudança em psicoterapia. Rev. bras.ter. cogn. [online]. 2015, vol.11, n.2 [citado  2018-10-06], pp. 96-104 .


LEAHY, R. L.; TIRCH, D.; NAPOLITANO, L.A. Regulação Emocional em Psicoterapia. Trad. Ivo Oliveira. Porto Alegre: Artmed. 331 p. 2013.



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